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COUTO MAGALHÃES TORNOU-SE UM DOS POUCOS MUNICÍPIOS NO BRASIL A INAUGURAR UM ATERRO SANITÁRIO

Dia 01/03/2015

Os municípios brasileiros vão descumprir a lei que determina o fim dos lixões até agosto de 2014. Essa é a conclusão da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que afirma ainda que as cidades não dispõem dos recursos necessários para fazer os planos estabelecidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e destinar o lixo a aterros sanitários. Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) em 2012, ainda existiam 2.906 lixões no País, distribuídos em mais da metade dos municípios brasileiros. O texto que institui a PNRS é de agosto de 2010 e previa o prazo de quatro anos para o fim dos lixões no Brasil. Ele dispõe ainda sobre outros pontos, como a coleta seletiva. Com o fim do prazo, os municípios poderão ser alvos de processos pelo Ministério Público e multados por descumprimento da lei. “Não (os municípios não conseguirão cumprir a lei). Desde que editaram a lei, em 2010, pouca coisa foi feita, quase nada. Não adianta fazer a lei, tem que ter lei e recursos para poder executá-la. Aprovar e publicar a lei, isso eles sabem fazer muito bem”, ironizou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. No entanto, a situação mudou em ritmo bem menos acelerado do que o exigido pela legislação. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico feita pelo IBGE em 2008 apontou que 2.810 cidades – ou seja, mais da metade dos municípios existentes no Brasil – ainda destinavam resíduos sólidos para vazadouros a céu aberto. Quatro anos depois, ao menos 3,5 mil lixões estavam ativos, segundo estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O problema é gigante. Apesar de Couto Magalhães gerar toneladas de lixo todos os anos a prefeitura se preparou para acabar com esse lixão a céu aberto e inaugurou o aterro sanitário, tornando-se um dos poucos municípios do Brasil a implantar em sua gestão a sustentabilidade ambiental como política precursora das demais políticas sociais.O lixo produzido na cidade irá para o aterro sanitário, forrado com manta impermeável, para evitar a contaminação do solo. O chorume, que é aquele líquido liberado pela decomposição do lixo, deverá ser tratado. E o gás metano, também resultado da decomposição, e que pode explodir, terá que ser queimado.