LEI MUNICIPAL Nº 305, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2022.
LEI MUNICIPAL Nº 305, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2022.
Dispõe sobre a criação de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e do Sistema de Gestão Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos, Rurais e dá outras providências.
A Câmara Municipal de Couto Magalhães/TO, aprova e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Esta Lei estabelece as diretrizes municipais para a implementação do Plano Municipal de Resíduos Sólidos de Couto Magalhães por meio da Elaboração e Implantação do Sistema de Gestão Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos.
CAPÍTULO I
DAS DEFINIÇÕES
Art. 2º Para efeito desta Lei define-se:
I - Resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d'água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível;
II - Rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada;
III - Responsabilidade Compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei;
IV - Geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo;
V - Coleta seletiva: coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição;
VI - Reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do SISNAMA e, se couber, do SNVS e do SUASA;
VII - Reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação biológica, física ou físico-química, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do SISNAMA e, se couber, do SNVS e do SUASA;
VIII - Destinação final ambientalmente adequada: destinação de resíduos que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do SISNAMA, do SNVS e do SUASA, entre elas a disposição final, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos;
IX - Disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos;
X - Gestão integrada de resíduos sólidos: conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável;
XI - Gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos, exigidos na forma desta Lei;
XII - Controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade informações e participação nos processos de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos;
XIII - Área contaminada: local onde há contaminação causada pela disposição, regular ou irregular, de quaisquer substâncias ou resíduos;
XIV - Área órfã contaminada: área contaminada cujos responsáveis pela disposição não sejam identificáveis ou individualizáveis;
XV - Ciclo de vida do produto: série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto, a obtenção de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo e a disposição final;
XVI - Logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada;
XVII - Padrões sustentáveis de produção e consumo: produção e consumo de bens e serviços de forma a atender as necessidades das atuais gerações e permitir melhores condições de vida, sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das gerações futuras;
XVIII - Serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, conjunto de atividades:
XIX - Resíduos de Construção Civil: são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc., comumente chamados de entulhos. Devem ser classificados, conforme legislação federal específica;
XX - Resíduos Volumosos: são os resíduos provenientes de processos não industriais, constituídos basicamente por material volumoso não removido pela coleta pública municipal rotineira, como móveis e equipamentos domésticos inutilizados, grandes embalagens e peças de madeira, resíduos vegetais provenientes da manutenção de áreas verdes públicas ou privadas, e outros, comumente chamados de bagulhos;
XXI - Geradores de Resíduos de Construção Civil: pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, proprietárias ou responsáveis por obra de construção civil ou empreendimento com movimento de terra, que produzam resíduos de construção civil;
XXII - Geradores de Resíduos Volumosos: pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, proprietárias, locatárias ou ocupantes de imóvel em que sejam gerados resíduos volumosos;
XXIII - Transportadores de Resíduos de Construção Civil e Resíduos Volumosos: pessoas físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes geradoras e as áreas de destinação;
XXIV - Bacias de Captação de Resíduos: parcelas da área urbana e rural municipal que ofereçam condições homogêneas para a disposição correta dos resíduos nelas gerados, em um único ponto de captação (Ecopontos para pequenos volumes) e que poderão ser disponibilizadas às instituições voltadas à coleta seletiva de resíduo domiciliar reciclável;
XXV - Ecopontos: equipamentos públicos destinados ao recebimento de resíduos da construção civil e resíduos volumosos e resíduos sólidos domiciliares recicláveis; gerados e entregues pelos munícipes, podendo ainda ser coletados e entregues por pequenos coletores diretamente contratados pelos geradores, equipamentos esses que, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, que deverão ser usados para a coleta diferenciada e remoção para adequada disposição;
XXVI - Áreas de Transbordo e Triagem de resíduos de construção (ATT): são os estabelecimentos privados destinados ao recebimento de resíduos da construção civil e resíduos volumosos gerados e coletados por agentes privados, cujas áreas sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, deverão ser usadas para triagem dos resíduos recebidos, eventual transformação e posterior remoção para adequada disposição;
XXVII - Áreas de Reservação para Resíduos de Construção Civil: áreas onde serão empregadas técnicas de reservação de resíduos da construção civil de origem mineral, visando a reserva de materiais de forma segregada, possibilitando seu uso futuro e/ou ainda, a disposição destes materiais, com vistas à futura utilização da área, empregando princípios de engenharia para confiná-los ao menor volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente;
XXVIII - Agregados Reciclados: material granular proveniente do beneficiamento de resíduos de construção civil de natureza mineral (concreto, argamassas, produtos cerâmicos e outros), designados como Classe A pela legislação específica, que apresenta características técnicas adequadas para aplicação em obras de edificação ou infraestrutura;
XXIX - Geradores de Resíduos de Serviços de Saúde: empresas que prestam serviços de saúde e que gerem resíduos com risco biológico, químico ou perfuro cortante.
XXX – Resíduos de Saúde: são todos aqueles resultantes de atividades exercidas nos serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal. Por suas características, necessitam de processos diferenciados em seu manejo, exigindo ou não tratamento prévio à sua disposição final.
XXXI - Resíduos Sólidos Domiciliares Recicláveis: resíduos secos provenientes de residências ou de qualquer outra atividade que gere resíduos com características domiciliares ou a estes equiparados;
XXXII - Resíduos Sólidos Domiciliares Orgânicos: resíduos orgânicos provenientes de residências ou de qualquer outra atividade que gere resíduos com características domiciliares ou a estes equiparados;
XXXIII - Rejeito Domiciliar: rejeitos provenientes de residências ou de qualquer outra atividade que gere resíduos com características que impeçam a destinação final ambientalmente adequada e necessitem de disposição final ambientalmente adequado;
XXXIV - Cooperativas ou Associações de Coleta Seletiva: grupos autogestionários reconhecidos pelos órgãos municipais competentes como formados por munícipes de mandatários de ocupação e renda, organizados em Grupos de Coleta Seletiva com atuação local;
XXXV - Postos de Coleta Solidária: instituições públicas ou privadas (escolas, igrejas, empresas, associações e outras) captadoras do resíduo seco reciclável, participantes voluntárias do processo de coleta seletiva solidária, estabelecido por esta Lei;
XXXVI - Catadores informais e não organizados: munícipes que realizam coleta de resíduos recicláveis secos de forma desordenada e sem vínculo trabalhista ou com associações ou cooperativas.
CAPÍTULO II
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES
Art. 3º O serviço público de resíduos sólidos domiciliares no Município de Couto Magalhães será estruturado segundo os seguintes princípios:
I - Priorização das ações geradoras de ocupação e renda;
II - Compromisso com ações alteradoras do comportamento dos munícipes perante os resíduos que geram;
III - Incentivo à solidariedade dos munícipes e suas instituições sociais com a ação de associações e/ou cooperativa autogestionárias formadas por munícipes de mandatários de ocupação e renda;
IV - Reconhecimento das associações e cooperativas de catadores de baixa renda, devidamente constituídas como agentes ambientais da limpeza urbana, prestadores de serviço de coleta de resíduos à municipalidade;
Parágrafo único. Para a universalização do acesso ao serviço, os gestores do serviço público de coleta seletiva se responsabilizarão pela eficiência e sustentabilidade econômica das soluções aplicadas.
Art. 4º Os geradores de resíduos domiciliares ou assemelhados são os responsáveis pelos resíduos de suas atividades e pelo atendimento das diretrizes do serviço público de coleta seletiva de Resíduos Sólidos Domiciliares Recicláveis quando usuários da coleta pública.
CAPÍTULO III
DA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE COLETA SELETIVA
Art. 5º O serviço público de coleta seletiva de resíduo sólidos domiciliar será prestado com separação dos resíduos em:
I - Resíduos Sólidos Domiciliares Recicláveis;
II - Resíduos Sólidos Domiciliares Orgânicos;
III - Rejeito.
Parágrafo único. A coleta dos resíduos será feita de forma separada.
Art. 6º O serviço público de coleta seletiva de resíduos sólidos domiciliares recicláveis será prestado preferencialmente por cooperativas e associações de catadores de baixa renda legalmente constituídas.
Art. 7º É responsabilidade da Administração Municipal a implantação e manutenção da rede de Ecopontos em número e localização adequados ao atendimento universalizado da área urbana e rural do município de Couto Magalhães.
I - públicas;
II - cedidas por terceiros;
III - locadas entre os imóveis disponíveis no Município.
Art. 8º. É responsabilidade da Administração Municipal o desenvolvimento de ações inibidoras de práticas não admitidas como:
I - Ação de catadores informais não organizados;
II - Ação de sucateiros, ferros velhos e aparistas, financiadores do trabalho de catadores informais;
III - Armazenamento de resíduos em domicílios, com finalidade comercial ou que propiciem a multiplicação de vetores ou animais nocivos prejudiciais à saúde pública.
Parágrafo único. As práticas anunciadas nos incisos I, II e III deste artigo constituem infrações puníveis na forma desta Lei.
CAPÍTULO IV
DO PLANEJAMENTO DO SERVIÇO PÚBLICO DE COLETA SELETIVA
Art. 9º. O planejamento do serviço público de coleta seletiva de Resíduos Sólidos Domiciliares será desenvolvido visando à universalização de seu alcance, com a consideração, entre outros, dos seguintes aspectos:
I - Necessário atendimento de todos os roteiros, porta a porta, na área atendida pela coleta regular no Município e de todos os Postos de Coleta Seletiva estabelecidos nas Bacias de Captação de resíduos;
II - Setorização da coleta seletiva a partir da ação de Coleta e dos Ecopontos com uso a eles cedido;
III - Dimensionamento das metas de coleta e informação ambiental referenciadas nos setores censitários do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística;
IV - Envolvimento dos agentes de saúde, agentes comunitários de saúde, CRAS e outros agentes públicos, inseridos nas políticas municipais Inter setoriais no processo de planejamento, organização de grupos locais e implantação do serviço público de coleta seletiva dos Resíduos Sólidos Domiciliares.
Art. 10. O planejamento e o controle do serviço público de coleta seletiva serão de responsabilidade da instância de gestão definida por esta Lei, garantida a plena participação das Cooperativas ou Associações de Coleta Seletiva e de outras instituições sociais envolvidas com a temática.
CAPÍTULO V
DOS ASPECTOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
Art. 11. Os contratos a serem estabelecidos com as Cooperativas ou Associações de Coleta Seletiva, para a prestação do serviço público de coleta de Resíduos Sólidos Domiciliares Recicláveis, deverão prever, entre outros, os seguintes aspectos:
I - A remuneração por tonelagem coletada e por tonelagem triada;
II - O controle contínuo das quantidades coletadas e da quantidade de rejeitos, em obediência às metas traçadas no plano municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos e do Plano operacional do serviço;
III - A previsão contratual do desenvolvimento, pelos Grupos de Coleta, de trabalhos de informação ambiental compatibilizados com as metas de coleta definidas no planejamento;
IV - A obrigatoriedade dos cooperados ou associados manterem os filhos em idade escolar, matriculados e frequentando o ensino regular e com a carteira de vacinação atualizada, de acordo com o calendário básico de vacinas;
V - O impedimento de contratação da coleta por terceiros pelas cooperativas e da compra de materiais coletados por terceiros pelas cooperativas;
VI - A contratação de Cooperativas ou Associações de Coleta Seletiva com dispensa de licitação, nos termos do artigo 57 da Lei Federal 11.445/2007.
Art. 12. Visando à universalização do serviço, conforme previsão da Lei Federal 11.445/2007, fica instituído o uso do FMMA - Fundo Municipal de Meio Ambiente, com o repasse das seguintes parcelas do custo de destinação das toneladas de resíduos sólidos domiciliares que deixarem de ser aterradas:
I - 100% (cem por cento) do custo de destinação final até o atingimento da meta de 10% (dez por cento) de coleta seletiva sobre a massa total de resíduos domiciliares coletada;
II - 60% (sessenta por cento) do custo de destinação final até o atingimento da meta de 15% (quinze por cento) de coleta seletiva sobre a massa total de resíduos domiciliares coletada;
III - 40% (quarenta por cento) do custo de destinação final até o atingimento da meta de 20% (vinte por cento) de coleta seletiva sobre a massa total de resíduos domiciliares coletada;
IV - 20% (vinte por cento) do custo de destinação final até o atingimento da meta de 25% (vinte e cinco por cento) de coleta seletiva sobre a massa total de resíduos domiciliares coletada;
V - 10% (dez por cento) do custo de destinação final após o atingimento da meta de 30% (vinte e cinco por cento) de coleta seletiva sobre a massa total de resíduos domiciliares coletada.
Art. 13. Será responsabilidade das Cooperativas ou Associações de Coleta Seletiva propiciar:
I - A inclusão dos catadores informais não organizados nos Grupos de Coleta e nos trabalhos desenvolvidos nos Galpões de Triagem;
II - A educação continuada dos seus integrantes e sua capacitação nos aspectos sociais e econômicos.
Parágrafo único. Esta responsabilidade será monitorada pela Secretaria Gestora dos serviços de coleta pública de resíduos.
Art. 14. As ações das Cooperativas ou Associações de Coleta Seletiva serão apoiadas pelo conjunto dos órgãos da Administração Pública Municipal.
CAPÍTULO VI
DOS GRANDES GERADORES DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES
Art. 15. Ficam definidos como Grandes Geradores de Resíduos Sólidos Domiciliares:
I - As empresas públicas ou privadas que gerem resíduos sólidos domiciliares acima de 250 Kg/mês ou 309 L/mês;
II - As atividades comerciais e de serviços que produzirem volumes maiores que 250 Kg/mês ou 309 L/mês de resíduos domiciliares;
III - Os eventos tais como: shows, exposições agropecuárias, eventos culturais promovidos por empresas públicas e privadas, e eventos públicos ou privados que concentrem mais de 500 pessoas por dia, conforme previsto no alvará expedido pela gestão municipal.
Art. 16. Os Grandes Geradores ficam obrigados a realizar coleta seletiva em seus estabelecimentos, conforme previsto no Art. 6º.
Art. 17. Os Grandes Geradores de Resíduos Domiciliares poderão fazer o uso do serviço de coleta publica domiciliar, desde que realize o pagamento pelo serviço utilizado. Se não utilizarem deverão contratar seus prestadores de forma direta por meio de contrato.
I - As Cooperativas ou Associações de Catadores de Baixa Renda devidamente regularizadas pela administração municipal concederem declaração de não interesse em estabelecer contrato de prestação de serviço de coleta seletiva de resíduos sólidos domiciliares recicláveis;
II - As Cooperativas ou Associações de Catadores de Baixa Renda devidamente regularizadas pela administração municipal não cumprirem seus contratos de serviços estabelecidos, de forma regular, por um prazo maior que 60 (sessenta) dias úteis.
Art. 18. Os Grandes Geradores de Resíduos Domiciliares ficam obrigados a apresentar o Relatório Anual de Resíduos Sólidos, no ato da renovação do alvará de funcionamento do estabelecimento.
Art. 19. Os Grandes Geradores de Resíduos Domiciliares ficam obrigados a apresentar Plano de Gestão de Resíduos Sólidos em conformidade com o modelo e o que será estabelecido na regulamentação da presente lei.
CAPÍTULO VII
DOS ASPECTOS TÉCNICOS
Art. 20. O serviço público de coleta seletiva será implantado e operado em conformidade com as normativas técnicas, ambientais, sanitárias e trabalhistas, de cunho federal, estadual e municipal.
Parágrafo único. Os operadores dos Galpões de Triagem público ou privado deverão promover o manejo integrado de pragas por meio de empresas credenciadas junto à vigilância sanitária.
Art. 21. Os contratos estabelecidos com as Cooperativas ou Associações de Coleta Seletiva estabelecerão a obrigatoriedade de existência de assessoria técnica em tempo integral, com experiência técnica adequada a função a ser exercida.
Art. 22. As Cooperativas ou Associações de Coleta Seletiva, sob pena de cometimento de infração e denúncia do contrato, estarão obrigadas a orientar seus cooperados ou associados quanto à proibição de:
I - uso de procedimentos destrutivos dos dispositivos acondicionadores dos resíduos domiciliares ou assemelhados;
II - sujar as vias públicas durante a carga ou transporte dos resíduos.
Parágrafo único. As práticas anunciadas nos incisos I e II deste artigo constituem infrações puníveis na forma desta Lei.
Art. 23. Os serviços públicos de resíduos sólidos domiciliares poderão utilizar destinação ambientalmente adequada para geração de energia a partir dos resíduos estabelecidos no Art. 6º, sendo que a(s) solução(ões) apresentem estudos de viabilidade técnica, apresentando os aspectos ambientais, sociais e econômicos devidamente assinado por profissional ou equipe técnica que o elaborou o estudo, acompanhado de ART/RRT do referido estudo.
CAPÍTULO VIII
DA PARTICIPAÇÃO DE ÓRGÃOS E AGENTES MUNICIPAIS NO CONTROLE
Art. 24. O serviço público de coleta seletiva será gerido pela Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo, conforme definido pela legislação municipal.
Art. 25. A Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo, será responsável por gerir os recursos destinados à coleta seletiva ao Fundo Municipal de Meio Ambiente.
Art. 26. O Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (CMADRS) será o responsável por acompanhar e fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à coleta seletiva ao Fundo Municipal de Meio Ambiente.
Art. 27. Os órgãos públicos da Administração Municipal, Estadual e Federal, direta e indireta, bem como seus prestadores de serviços, poderão implantar, em cada uma de suas instalações, procedimentos de coleta seletiva dos resíduos de características domiciliares gerados em suas atividades, bem como as ações de educação ambiental junto aos seus colaboradores.
CAPÍTULO IX
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 28. Os estabelecimentos dedicados ao manejo de resíduos recicláveis, sucatas, ferros velhos e aparas diversas deverão solicitar a concessão de alvará de funcionamento junto ao município, condicionada à obtenção de licença de funcionamento e alvará sanitário expedida pela Vigilância Sanitária Municipal, ao licenciamento ambiental em órgão competente e à apresentação de termo de compromisso do cumprimento das diretrizes definidas em legislação trabalhista.
Art. 29. A adoção dos princípios fundamentais anunciados no artigo 3º desta Lei não elimina a possibilidade do desenvolvimento de ações específicas de instituições privadas, com objetivos diferenciados dos estabelecidos para o serviço público de coleta seletiva.
CAPÍTULO X
SISTEMA DE GESTÃO SUSTENTÁVEL DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL DAS DEFINIÇÕES DO SISTEMA DE GESTÃO
Art. 30. Fica instituído o Sistema de Gestão Sustentável e Integrado de Resíduos da Construção e Resíduos Volumosos, voltado à facilitação da correta disposição, ao disciplinamento dos fluxos e dos agentes envolvidos e à destinação adequada dos resíduos da construção civil e resíduos volumosos gerados em Couto Magalhães.
Parágrafo único. O Sistema será constituído por um conjunto integrado de áreas físicas e ações, descritas a seguir:
I - Uma Rede de Ecopontos para pequenos volumes de resíduos da construção civil e resíduos volumosos, implantada em bacias de captação de resíduos;
II - Uma Rede de Áreas para Recepção de grandes volumes (Áreas de Transbordo e Triagem, Áreas de Reciclagem e Aterros de Resíduos da Construção Civil) de iniciativa privada;
III - Ações para a informação e educação ambiental dos munícipes, dos transportadores de resíduos e das instituições sociais multiplicadoras, definidas em programa específico;
IV - Ações para o controle e fiscalização do conjunto de agentes envolvidos, definidas em programa específico;
V - Emissão de Controle de Transporte de Resíduos (CTR), a ser emitido pelo transportador de resíduos de construção civil contratado pelo gerador e com anuência de recebimento do resíduo destinado por área devidamente licenciada para tal finalidade.
Art. 31. A Rede de Ecopontos para pequenos volumes constitui serviço público de coleta, instrumento de política pública que expressa os compromissos municipais com a limpeza urbana, por meio de pontos de captação perenes, implantados sempre que possível em locais degradados por ações de deposição irregular de resíduos.
Art. 32. A Rede de Áreas para Recepção de grandes volumes de resíduos será constituída por empreendimentos privados regulamentados e licenciados, sendo eles operadores do transporte, da triagem, transbordo, reciclagem, reservação e destinação/disposição final, compromissados com o disciplinamento dos fluxos e dos agentes, e com a destinação adequada dos grandes volumes de resíduos gerados, atuantes em conformidade com as diretrizes desta Lei e do decreto que a regulamente.
Art. 33. O Poder Público Municipal, por meio do órgão ambiental municipal, criará procedimento de registro e licenciamento para que proprietários de áreas que necessitem de regularização geométrica possam executar Aterro de Resíduos de Construção Civil de pequeno porte, obedecidas as normas técnicas específicas.
Art. 34. Ficam definidos como Grandes Geradores de Resíduos de Construção Civil as obras públicas ou privadas com valor igual ou superior a 200 (duzentos) metros quadrados construídos.
Art. 35. Os resíduos da construção civil e os resíduos volumosos gerados em Couto Magalhães deverão ser destinados às áreas devidamente licenciadas para a atividade de ATT, ou Área de Reciclagem ou Área de Reservação visando sua reutilização, reciclagem, reserva ou destinação mais adequada, conforme legislação específica e posteriores alterações.
Parágrafo único. Os resíduos da construção civil e os resíduos volumosos, bem como outros tipos de resíduos urbanos, não poderão ser dispostos em áreas de "bota fora", encostas, corpos d'água, lotes vagos, em passeios, vias, igarapés e outras áreas públicas e em áreas protegidas por Lei.
CAPÍTULO XI
DAS RESPONSABILIDADES
Art. 36. Os geradores de resíduos da construção civil são os responsáveis pelos resíduos das atividades de construção, reforma, reparos e demolições, bem como por aqueles resultantes da remoção de vegetação e escavação de solos.
Art. 37. Os geradores de resíduos volumosos são os responsáveis pelos resíduos desta natureza originados nos imóveis municipais.
Art. 38. Os transportadores e os receptores de resíduos da construção civil e resíduos volumosos são os responsáveis pelos resíduos no exercício de suas respectivas atividades, sendo que as infrações aos dispositivos desta Lei poderão culminar sanções aplicáveis de maneira isolada ou cumulativamente com outras, independentemente de sua intensidade ou modalidade.
CAPÍTULO XII
DA DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Art. 39. Os resíduos volumosos captados no Sistema para Gestão Sustentável deverão ser triados, aplicando-se a eles processos de desmontagem, reutilização e reciclagem que evitem sua disposição final a aterro sanitário, sempre que possível.
Art. 40. Os resíduos da construção civil de natureza mineral, designados como Classe A pela legislação específica, deverão ser prioritariamente reutilizados ou reciclados, sendo, se inviáveis estas operações, conduzidos a Aterros de Resíduos da Construção Civil, para reservação ou conformação geométrica em áreas licenciadas.
CAPÍTULO XIII
DA DISCIPLINA DOS GERADORES
Art. 41. Os geradores de resíduos de construção e resíduos volumosos deverão ser fiscalizados e responsabilizados pelo uso correto das áreas e equipamentos disponibilizados para a captação disciplinada dos resíduos gerados.
CAPÍTULO XIV
DA DISCIPLINA DOS TRANSPORTADORES
Art. 42. Os transportadores de resíduos de construção e resíduos volumosos; reconhecidos como ação privada de coleta regulamentada, submissa às diretrizes e à ação gestora do Poder Público Municipal; deverão ser licenciadas pela Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo.
CAPÍTULO XV
DA GESTÃO
Art. 43. A Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo será a gestora dos processos fiscalizatórios quanto à gestão de resíduos de construção civil.
CAPÍTULO XVI
SISTEMA DE GESTÃO SUSTENTÁVEL DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
Art. 44. Fica instituído o Sistema para a Gestão Sustentável e Integrado de Resíduos de Serviços de Saúde, processo este de disciplinamento dos fluxos e dos agentes envolvidos e à destinação/disposição adequada dos resíduos de serviços de saúde gerados em Couto Magalhães.
Art. 45. A geração, acondicionamento, transporte e destinação/disposição dos resíduos de serviços de saúde serão de responsabilidade de seus geradores, sendo eles públicos ou privados.
Art. 46. O processo de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde deverá seguir todas as exigências técnicas previstas pelas legislações especificas previstas por instâncias federais, estaduais ou normas técnicas municipais.
CAPÍTULO XVII
DA GESTÃO E FISCALIZAÇÃO
Art. 47. O Poder Público Municipal, por meio do órgão ambiental municipal, ficará responsável pelo licenciamento das áreas de tratamento e disposição de resíduos de serviços de saúde.
Art. 48. O Poder Público Municipal, por meio do órgão de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo, ficará responsável pela fiscalização e monitoramento dos geradores de resíduos de serviços de saúde.
Art. 49º. Todos os geradores de resíduos de serviços de saúde serão obrigados a elaborar seus Planos de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde como item obrigatório do licenciamento sanitário e ambiental no órgão competente.
CAPÍTULO XVIII
SISTEMA DE GESTÃO SUSTENTÁVEL DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS E DE LOGÍSTICA REVERSA
Art. 50. Fica instituído o Sistema para a Gestão Sustentável de Resíduos Industriais e de Logística Reversa, processo este de correta disposição, ao disciplinamento dos fluxos e dos agentes envolvidos e à destinação/disposição adequada dos resíduos industriais e de logística reversa gerados em Couto Magalhães.
I - Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso;
II - Pilhas e baterias;
III - Pneus;
IV - Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
V - Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
VI - Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Art. 51. A geração, acondicionamento, transporte e destinação/disposição dos resíduos industriais e de logística reversa serão de responsabilidade de seus geradores, sendo eles públicos ou privados.
Art. 52. O processo de gerenciamento de resíduos industriais e de logística reversa deverá seguir todas as exigências técnicas previstas pelas legislações especificas previstas por instancias federal, estaduais ou normas técnicas municipais.
CAPÍTULO XIX
DA GESTÃO E FISCALIZAÇÃO
Art. 53. O Poder Público Municipal, por meio do órgão ambiental municipal, ficará responsável pelo licenciamento das áreas de tratamento e disposição de resíduos industriais e de logística reversa, bem como pela fiscalização dos geradores de resíduos industriais e os geradores de logística reversa previstos no art. 49, § 2º item II a VI.
Art. 54. O Poder Público Municipal, por meio do órgão de agricultura municipal, ou através de celebração de acordos de cooperação com órgão competente do governo estadual, ficará responsável pela fiscalização dos geradores de resíduos de logística reversa previstos no art. 49, § 2º, inciso I.
Art. 55. Todos os geradores de resíduos industriais e de logística reversa serão obrigados a elaborar seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos como item obrigatório do licenciamento ambiental no órgão competente, bem como emissão e/ou renovação de alvará de funcionamento.
CAPÍTULO XX
DOS PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Art. 56. Ficam obrigados a elaborar seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos:
I - Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso;
II - Pilhas e baterias;
III - Pneus;
IV - Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
V - Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
VI - Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Art. 57. Para a elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos deve atender o escopo mínimo previsto na Lei Federal 12.305/2010:
I - Descrição do empreendimento ou atividade;
II - Diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados, contendo a origem, o volume e a caracterização dos resíduos, incluindo os passivos ambientais a eles relacionados;
III - Observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa e, se houver, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos:
IV - Identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros geradores;
V - Ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de gerenciamento incorreto ou acidentes;
VI - Metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de resíduos sólidos e, observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, à reutilização e reciclagem;
VII - Se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, na forma do art. 31;
VIII - Medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos sólidos;
IX - Periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência da respectiva licença de operação a cargo dos órgãos do Sisnama;
X – Anotação de responsabilidade técnica (ART), do responsável pela elaboração do Plano.
CAPÍTULO XXI
INFRAÇÕES E PENALIDADES
Art. 58. São consideradas infrações:
I - Fica proibida a destinação/disposição de quaisquer resíduos sem a devida segregação no momento de sua geração;
II - Fica proibida a destinação/disposição inadequada de quaisquer tipologias de resíduos;
III - Ficam proibidas as atividades de empresas de sucateiros, ferros velhos e aparistas de manterem relações informais de trabalho com catadores de material reciclável;
IV - Fica proibido o armazenamento de resíduos em domicílios, com finalidade comercial ou que propiciem a multiplicação de vetores ou animais nocivos prejudiciais à saúde pública;
V - Ficam obrigados os Grandes Geradores a realizar coleta seletiva em seus estabelecimentos;
VI - Ficam obrigados os Grandes Geradores a realizarem o pagamento dos serviços prestados ao município quando optaram pelo serviço público de coleta seletiva;
VII - Ficam obrigados os Grandes Geradores que não optaram pelo serviço público de coleta seletiva a realizarem a contratação de empresa, devidamente licenciada conforme legislação vigente, para transporte e destinação/disposição de resíduos sólidos domiciliares;
VIII - Ficam obrigados os Grandes Geradores, que realizem coleta de resíduos com empresas privadas, a apresentarem documento das Cooperativas ou Associações de Catadores de Baixa Renda devidamente regularizadas pela administração municipal, de não interesse em estabelecer contrato de prestação de serviço de coleta seletiva de resíduos sólidos domiciliares recicláveis;
IX - Ficam obrigados os Grandes Geradores de resíduos domiciliares a apresentarem anualmente o Relatório Anual de Resíduos Sólidos;
X - Ficam proibidas as Cooperativas ou Associações de Coleta Seletiva de utilizar procedimentos destrutivos dos dispositivos acondicionadores dos resíduos domiciliares ou assemelhados;
XI - Ficam proibidas as Cooperativas ou Associações de Coleta Seletiva de sujar as vias públicas durante a carga ou transporte dos resíduos;
XII - Ficam obrigados os órgãos públicos da Administração Municipal, Estadual e Federal, direta e indireta, bem como seus prestadores de serviços, a implantar, em cada uma de suas instalações, procedimentos de coleta seletiva dos resíduos de características domiciliares gerados em suas atividades, em conformidade com dispositivos desta legislação e da agenda A3P;
XIII - Ficam obrigados os órgãos públicos da Administração Municipal, Estadual e Federal, direta e indireta, bem como seus prestadores de serviços, a implantar, em cada uma de suas instalações, bem como as ações de educação ambiental junto aos seus colaboradores para coleta seletiva de resíduos domiciliares, em conformidade com dispositivos desta legislação e da agenda A3P;;
XIV - Ficam obrigados os órgãos públicos da Administração Municipal, Estadual e Federal, direta e indireta, bem como seus prestadores de serviços, a elaborar seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos;
XV - Ficam obrigados os estabelecimentos dedicados ao manejo de resíduos recicláveis, sucatas, ferros velhos e aparas diversas a solicitar a concessão de alvará de funcionamento junto ao município;
XVI - Ficam obrigados os estabelecimentos dedicados ao manejo de resíduos recicláveis, sucatas, ferros velhos e aparas diversas a solicitar a licença de funcionamento expedida pela Secretaria Municipal de Finanças;
XVII - Ficam obrigados os estabelecimentos dedicados ao manejo de resíduos recicláveis, sucatas, ferros velhos e aparas diversas a solicitar o licenciamento ambiental no órgão competente;
XVIII - Ficam obrigados os estabelecimentos dedicados ao manejo de resíduos recicláveis, sucatas, ferros velhos e aparas diversas a apresentação de termo de compromisso do cumprimento das diretrizes definidas em legislação trabalhista;
XIX - Fica proibida a destinação de mais de 01 metro cúbico por mês por um mesmo munícipe, de resíduos de construção civil em Ecopontos;
XX - Fica proibida a destinação de resíduos domiciliares não-inertes oriundos do preparo de alimentos, resíduos industriais e resíduos dos serviços de saúde em Ecopontos;
XXI - Ficam obrigados a obter licenciamento ambiental as Áreas de Transbordo e Triagem de Resíduos de Construção Civil - ATT, as Áreas de Reciclagem e as Área de Reservação de Resíduos da Construção Civil;
XXII - Ficam obrigados a obter licenciamento ambiental as empresas de transporte de Resíduos da Construção Civil;
XXIII - Fica proibida a destinação de resíduos domiciliares não-inertes oriundos do preparo de alimentos, resíduos industriais e resíduos dos serviços de saúde em Áreas de Transbordo e Triagem de Resíduos de Construção Civil - ATT, as Áreas de Reciclagem e as Área de Reservação de Resíduos da Construção Civil;
XXIV - Ficam obrigadas as Áreas de Transbordo e Triagem de Resíduos de Construção Civil - ATT, as Áreas de Reciclagem e as Área de Reservação de Resíduos da Construção Civil a realizarem a destinação ambientalmente adequada dos resíduos recepcionados em suas áreas;
XXV - Ficam obrigados os Aterros de Resíduos de Construção Civil de pequeno porte a utilizarem resíduos de construção civil de classe A provenientes de Áreas de Transbordo e Triagem de Resíduos de Construção Civil - ATT, as Áreas de Reciclagem e as Área de Reservação de Resíduos da Construção Civil devidamente licenciadas;
XXVI - Ficam proibidos a utilização de caçambas metálicas estacionárias para a disposição de outros resíduos que não exclusivamente resíduos de construção civil Classe A e resíduos volumosos;
XXVII - Os geradores de resíduos de construção civil ficam proibidos a utilizar caçambas metálicas estacionárias para a disposição de outros resíduos que não contenham exclusivamente resíduos de construção civil e/ou resíduos volumosos;
XXVIII - Os geradores de resíduos de construção civil ficam proibidos da utilização de chapas, placas e outros dispositivos suplementares que promovam a elevação da capacidade volumétrica de caçambas metálicas estacionárias, devendo estas serem utilizadas apenas até o seu nível superior original;
XXIX - Ficam obrigados os grandes geradores de resíduos de construção civil a apresentarem os comprovantes de destinação de resíduos de construção civil para obtenção do HABITE-SE;
XXX - Os transportadores de resíduos de construção civil ficam proibidos da utilização de seus equipamentos para o transporte de outros resíduos que não exclusivamente resíduos de construção e resíduos volumosos;
XXXI - Os transportadores de resíduos de construção civil ficam obrigados a utilizar dispositivos de cobertura de carga em caçambas metálicas estacionárias ou outros equipamentos de coleta, durante o transporte dos resíduos;
XXXII - Os transportadores de resíduos de construção civil ficam proibidos de sujar as vias públicas durante a carga ou transporte dos resíduos;
XXXIII - Os transportadores de resíduos de construção civil ficam proibidos de fazer o deslocamento de resíduos sem o respectivo documento de Controle de Transporte de Resíduos (CTR) e ficam obrigados a fornecer, aos geradores atendidos, comprovantes nomeando a correta destinação a ser dada aos resíduos coletados;
XXXIV - Ficam obrigados os geradores públicos ou privados a fazer a contratação de empresa para o tratamento e destinação/disposição dos resíduos de serviços de saúde ou compor equipe especifica para tal finalidade;
XXXV - Ficam obrigados todos os geradores de resíduos de serviços de saúde a elaborar seus Planos de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde como item obrigatório do licenciamento sanitário e ambiental;
XXXVI - Ficam obrigados os geradores de resíduos de serviços de saúde a apresentar ao final de 12 (doze) meses, contados a partir da data de emissão da licença sanitária, os comprovantes de destinação de resíduos de serviços de saúde por meio de relatórios, separados por tipologia prevista em legislação vigente;
XXXVII - Ficam obrigados os geradores públicos ou privados a fazer a contratação de empresa para o tratamento e destinação/disposição dos resíduos de logística reversa e/ou industriais ou compor equipe especifica para tal finalidade;
XXXVIII - Ficam obrigados todos os geradores de resíduos de logística reversa e/ou industriais a elaborar seus Planos de Gerenciamento de Resíduos de logística reversa e/ou industriais como item obrigatório do licenciamento ambiental no órgão competente;
XXXIX - Ficam obrigados os geradores de resíduos industriais e de logística reversa a apresentar trimestral relatório com as informações de peso, tipologia e local de destinação ao órgão ambiental;
XL - Ficam obrigados a elaborar seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos os Geradores de resíduos de saneamento básico; Geradores de resíduos industriais; Geradores de resíduos de serviços de saúde; Geradores de resíduos de transporte; Geradores de resíduos perigosos e industriais; Geradores de resíduos de construção civil; Resíduos agrossilvopastoris; Grandes geradores de resíduos sólidos domiciliares; Geradores de resíduos de logística reversa;
XLI - Ficam os geradores de resíduos obrigados a elaborarem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos a atenderem o art. 56 desta Lei;
Art. 59. Constitui-se infração toda ação ou omissão não prevista no art. 57, voluntária ou não, de preceitos estabelecidos e disciplinados nesta Lei ou de normas dela decorrentes, e ainda, qualquer outra fonte de resíduo que venha comprometer a qualidade ambiental.
Art. 60. A apuração ou denúncia de qualquer infração dará origem à formação de processo administrativo e ser disciplinado em regulamentação específica.
Art. 61. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito Municipal de Couto Magalhães/TO, 21 de novembro de 2022.
Júlio Cesar Ramos Brasil
Prefeito Municipal
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